Confissões de um
homem Pós-moderno
O homem é insaciável, sempre deseja mais. A gratidão tornou-se um
sentimento raro. O valor atribuído aos esforços de alguém já não se manifesta
com frequência. Consequentemente cresce a insatisfação e egoísmo.
É muito comum ouvir a expressão: "Tem sempre alguém em situação
pior que a nossa". Realmente não sei ser grato! Um exemplo atual é a
situação dos refugiados do Oriente Médio e África que fogem de seus países em
busca de paz e segurança na Europa. Estou no "céu" comparado a eles.
Não sou capaz de levantar as mãos aos céus e dar graças às boas condições de
vida que possuo. Pelo contrário, ora ou outra estou reclamando por
algo supérfluo.
Diante de imensa ingratidão o quê acontece com os generosos que se doam
aos outros? Confesso não valoriza-los como merecem. Exemplo de pessoas não
valorizadas são os pais. Seres possuidores do mais puro amor humano que abrem
mão de suas vidas em prol dos filhos. A retribuição nem sempre é a
esperada ou a devida.
As manchetes anunciam: Crise econômica, novas
tecnologias, compre! Me tornei insatisfeito, preocupado e
egocêntrico. Busco desenfreadamente "melhorias de vida". Sou
materialista. Me preocupo com o futuro de modo deflagrador.
Preciso ser grato por tudo mesmo em dia ruim. Aos generosos que fazem o
melhor por mim, devo valoriza-los devidamente. Tenho que desacelerar, deixar o
egoísmo de lado e viver o melhor da vida. Afinal, do que adianta ter tudo ou
morrer tentando se proveito nenhum terei quando o fim do ciclo chegar?
Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
(Marcos 8:36)